Poema em homenagem a Zezoca escrito por Pedro Cerdeira

Redação
Poema em homenagem a Zezoca escrito por Pedro Cerdeira
Poema em homenagem a Zezoca escrito por Pedro Cerdeira

QUANDO UM CAMARADA SE VAI ! (Para o camarada e amigo Zezoca )

Um camarada se vai Parece que o tempo esquisita Nesse âmbito de vencer Da nossa alma aflita

Algo se estranha um amigo desacredita Os peitos inflados se curvam um pouco Os novos nascem velhos Os olhos desaguam abismos

Os egos congelam o tempo Fúteis e vazios como nossos caprichos Não somos mais lima nova Mas o poder segue novo Criando ovos e serpentes

Dentes limpos mentes velhas Não de idades mas de ressentimentos Comentamos algo não concretizado Tudo se esvai em burocracias e sentimentos

Um camarada se vai O tempo fica mais seco O aquecimento do coração esfria O do mundo piora

Porque lá fora subtraímos um sol Escavamos uma dor Que custa passar

Arrancamos um tronco Que demora a replantar

Nas mentes vazias Sopramos beleza e histórias

No mar de incertezas Temos que navegar trist3zas E nos ressignificar

Pensamos alegrias Fazemos o balanço Tentamos ninar

Abraçamos amigos, vizinhos, parentes enfermeiro, padeiros, donos de botequim, fotógrafos, sindicalistas, médico e pai.

Mas isso só quando um camarada se vai.

Pedro Cerdeira