Para derrotar Bolsonaro nas eleições, PSTU chama voto crítico em Lula

Redação
Para derrotar Bolsonaro nas eleições, PSTU chama voto crítico em Lula
Para derrotar Bolsonaro nas eleições, PSTU chama voto crítico em Lula

Agradecemos pelos votos na Vera e nas candidaturas do PSTU e do Polo Socialista e Revolucionário que recebemos no 1º turno das eleições, em que defendemos a expropriação dos bilionários, para acabar com a pobreza, e a necessidade de construir uma alternativa de independência de classe, socialista e revolucionária em nosso país, para lutar por um governo socialista dos trabalhadores e do povo pobre.

No 2º turno, quando não podemos apresentar uma candidatura independente, defendemos o voto crítico em Lula para derrotar Bolsonaro nas eleições. Isso porque Bolsonaro reivindica a ditadura militar, defende um projeto autoritário e ameaça as liberdades democráticas. Seguir no controle do aparelho de Estado facilita seu projeto autoritário. Embora seja necessário derrotar Bolsonaro nas eleições, e faremos campanha ao lado dos trabalhadores para isso, a derrota da ultradireita só será possível por meio da mobilização independente da nossa classe, da organização da autodefesa e da mudança das condições sociais e políticas que deram base ao seu surgimento.

Por isso defendemos o voto crítico em Lula, pois não apoiamos o projeto capitalista, social-liberal e de conciliação de classes do PT, expresso na chapa Lula-Alckmin, de amplas alianças com o capital. Não integraremos nem apoiaremos um eventual governo desses. Seremos oposição. Já vimos que um governo com a patronal para administrar o sistema ataca os trabalhadores, não acaba com as mazelas do nosso povo nem garante a soberania do país. Pelo contrário, o aprofundamento dos problemas sociais aliado ao retrocesso na consciência de classe foram combustíveis para o surgimento do bolsonarismo.

Devemos preparar a luta pela base, com independência de classe, para exigir nossas reivindicações.

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Bolsonaro nunca mais!

Estivemos entre os primeiros a levantar o “Fora Bolsonaro e Mourão” e a defender a derrubada desse governo nas ruas.

Bolsonaro é responsável pelas centenas de milhares de mortos na pandemia. É responsável também pela carestia, pelo desemprego e pela fome e prepara uma onda de despejos.

O meio ambiente continua sendo destruído pelo avanço avassalador do agronegócio, das madeireiras e das mineradoras, sob proteção e incentivo de Bolsonaro, enquanto avançam o genocídio dos povos indígenas, a perseguição de ativistas e pesquisadores e o desmonte de órgãos públicos de proteção ambiental e dos povos originários. Ele ainda ameaça as liberdades democráticas, o direito de organização e expressão da classe trabalhadora.

Organizar a luta por emprego, salário, terra e direitos

Derrotando Bolsonaro e elegendo Lula, não devemos depositar confiança no governo, e sim fazer avançar a luta e a organização independente da classe trabalhadora para, por meio da mobilização, exigir emprego, salário, terra, moradia e direitos.

Devemos organizar a luta e exigir a revogação imediata das reformas trabalhista e previdenciária, o que um governo Lula-Alckmin não vai querer fazer.

Devemos exigir a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, a garantia de pleno emprego com direitos e carteira para todos (incluindo trabalhadores de aplicativos), o aumento geral de salários frente à carestia.

Devemos exigir a Petrobras 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, e a reestatização de empresas privatizadas, como Vale, CSN e outras. Para garantir a soberania, é preciso parar a entrega do país e também defender o meio ambiente.

É preciso exigir ainda a demarcação das terras indígenas contra o marco temporal e a reforma agrária e a agricultura familiar contra o agronegócio.

Por educação, saúde, moradia e serviços públicos de qualidade, precisamos acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal, substituindo-a por uma Lei de Responsabilidade Social, suspendendo o pagamento da dívida aos banqueiros.

Reforçamos a necessidade de organizar a luta e a autodefesa da classe trabalhadora pela base, porque a derrota do bolsonarismo não é possível só com derrota eleitoral de Bolsonaro. Ela exige mobilização social e um programa que mude as condições sociais e políticas que o alimentam.