Indígenas Tremembé (MA) têm nova vitória para demarcação de território

CSP Conlutas
Indígenas Tremembé (MA) têm nova vitória para demarcação de território
Indígenas Tremembé (MA) têm nova vitória para demarcação de território

Depois da 6ª Vara Federal Cível determinar que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas – FUNAI deve iniciar os trabalhos e estudos para a demarcação do Território do Engenho, retomado pela etnia Tremembé, a 2ª Vara Cível do Termo Judiciário de São José de Ribamar, Estado do Maranhão, impõe nova derrota para o ex-deputado Carlos Alberto Franco de Almeida ao anular os registros de propriedade a partir do pedido do Ministério Público maranhense.

A decisão está em fase de recurso, mas ela confirma a fraude denunciada pelos Tremembé que sofreram nove reintegrações de posse da área anulada. A decisão tardia fortalece o processo de demarcação e impede que empreendimentos imobiliários sejam construídos e vendidos para terceiros de boa-fé. Certamente uma derrota para os objetivos da especulação e grilagem de terras no Maranhão.

Outra derrota foi o início dos trabalhos da FUNAI para identificar e delimitar o território Tremembé iniciado março deste ano. A equipe do Grupo de Trabalho realizou diversas atividades e já havida identificado possíveis problemas com empreendimento imobiliário que avança sobre a área reivindicada.

As sucessivas vitórias da etnia Tremembé para a demarcação do território do Engenho é resultado da unidade dos indígenas com outros movimentos sociais, segundo Küna Yporã Tremembé, uma das lideranças do Conselho do Povo no Engenho. Segundo Küna Yporã, outro aspecto importante, é a “autonomia politica conquistada que coloca os interesses do povo em primeiro lugar.”

A etnia Tremembé continua mobilizada para pressionar a FUNAI a concluir os trabalhos para demarcação do território do Engenho. Ainda, segundo Küna Yporã, “apesar de alguns avanço com a eleição de Lula e a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a tomada da FUNAI, a pressão sobre o governo deve continuar em Abril para garantir que todos os territórios sejam demarcados até 2026. “