As Políticas de Ações Afirmativas da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) estão desatualizadas há mais de 10 anos. Na resolução atual, que diz respeito a essas questões na universidade, há poucas vagas, e pessoas trans, indígenas e quilombolas não são categorias contempladas.
No último país das Américas a abolir a escravidão e o que mais mata pessoas trans no mundo, é absurdo o quão diversos dos setores oprimidos são impedidos de ter uma boa educação, de ter ensino superior, de entrar e, principalmente, permanecer na universidade, seja pela ausência de cotas, pelas dificuldades financeiras, ou pela sobrecarga de trabalho e falta de tempo imposta pela sociedade capitalista.
Mesmo com migalhas oferecidas aqui e acolá, está longe de ser o suficiente. As pessoas indígenas, por exemplo, ainda enfrentam desafios, pois de acordo com dados do portal G1:
Enquanto estudantes pobres e oprimidos têm cada vez mais dificuldades de entrar e permanecer na universidade, Jorginho parece mais interessado em investir no nefasto programa Universidade Gratuita. Em 2024, o governo destinou à iniciativa privada cerca de R$ 471 milhões, equivalente a 90% do valor destinado à UDESC. Além disso, o mesmo programa está sendo investigado por fraude devido a muitos contemplados serem pertencentes a grupos familiares com empresas de capital social entre R$ 10 milhões e R$ 21 milhões. Em outra situação, o Tribunal de Contas do Estados (TCE) identificou um aluno com família dona de imóvel avaliado em R$ 30 milhões.
Os setores reacionários e de extrema direita dispararam contra estudantes da UDESC e se utilizam como justificativa sua Calourada Unificada de 2025, com suas artes “vulgares” e performances de drag queens. Oh, Deus, que pesadelo! Nos protejam das drag queens! No fim, sabemos que isso é apenas um bode expiatório para legitimar sua discriminação com os povos oprimidos (ai deles se pisarem em nossas universidades!), promover o sucateamento e privatização da educação pública, mas também e acima de tudo, para desmobilizar ainda mais o movimento estudantil.
A próxima câmara do Conselho Universitário da instituição será dia 20 de agosto, com horário a definir. É preciso que estudantes, professores e servidores da UDESC se organizem, fomentem a presença do máximo de pessoas possível no dia e façam pressão para que a nova resolução seja aprovada e implementada o quanto antes.
É preciso que estudantes preencham as vagas de representação discente dentro do Conselho e façam essa disputa, assim como fazer passagens em sala, panfletagens, assembleias e manifestações.
Nós do PSTU e do Coletivo Rebeldia também convocamos os demais estudantes, professores e servidores da UDESC pertencentes a população LGBTQIA+ a construírem conosco o Coletivo Revida, movimento esse dedicado ao combate a todas as formas de opressão.
Contate um de nossos militantes ou nossa página no Instagram @revida.sc e participe da luta!
É hora do revide!
A permanência de pessoas com deficiência nas universidades de Santa Catarina