8 de Março: No dia de luta da mulher trabalhadora, às ruas contra a violência machista

Érika Andreassy
8 de Março: No dia de luta da mulher trabalhadora, às ruas contra a violência machista
8 de Março: No dia de luta da mulher trabalhadora, às ruas contra a violência machista

O Brasil bateu recorde de feminicídios e estupros em 2024. Cerca de 8 mulheres foram estupradas por hora e 1.327 mulheres perderam suas vidas por sua condição de gênero, a maioria mulheres negras. Esses números não são apenas estatísticas; são vidas interrompidas, filhos e filhas órfãos, famílias destruídas.

O governo Lula tem falhado em implementar políticas de enfrentamento à violência machista. Dos R$ 317 milhões de orçamento do Ministério das Mulheres, menos de ¼ foi executado, sendo que apenas R$ 13,2 milhões foram destinados ao programa Mulher Viver Sem Violência. O Ministério da Justiça, apesar de ter previsto um valor inicial de R$ 45 milhões para ações na área, até outubro não havia destinado um centavo sequer.

Essa mesma situação se repete nos estados e municípios onde a ultradireita reacionária governa. Como em São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) congelou 96% do orçamento paulista destinado ao enfrentamento à violência de gênero, apesar do aumento alarmante dos casos de feminicídio no estado.

Neste 8 de março, devemos ir às ruas para dizer: Chega de violência machista! E exigir políticas públicas efetivas, de investimento em delegacias especializadas, abrigos para mulheres em situação de risco e de campanhas de conscientização que combatam a violência e o machismo.

Pelo país

Veja onde serão realizadas as manifestações e compareça!

Pelo fim da escala 6x1

A escala 6x1 significa trabalhar seis dias da semana e descansar apenas um. Essa jornada é extremamente desgastante, especialmente para as mulheres, que precisam conciliar o emprego formal com o trabalho doméstico não remunerado.

Segundo o IBGE, as mulheres dedicam, em média, 21 horas por semana aos afazeres domésticos, enquanto os homens dedicam apenas 11 horas. Isso significa que, mesmo no único dia de "descanso" da escala 6x1, as mulheres estão trabalhando em casa, cuidando dos filhos e da família. O resultado é uma sobrecarga física e mental que compromete sua saúde e qualidade de vida.

A luta pelo fim da escala 6x1 é uma luta urgente. Precisamos de uma jornada de trabalho que permita às mulheres tempo para o descanso e o lazer, sem redução de salário. Além disso, é fundamental políticas para pôr fim a jornada extra e incentivar a divisão igualitária das tarefas de cuidados, como creches e escolas em tempo integral, restaurantes e lavanderias comunitárias e a ampliação da licença paternidade.

contribua com o opinião socialista
Leia também

A origem do 8 de março